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16.12.17

33ª Bienal de São Paulo revê papel da curadoria

Vía Bienal.org.



A menos de um ano de sua abertura, a 33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas vem sugerir uma mudança no próprio modo de se organizar a exposição. Procurando questionar a centralidade do papel do curador na arte contemporânea, Gabriel Pérez-Barreiro foi selecionado pela Fundação Bienal com uma proposta que distribui o poder de decisão e dá prioridade às influências entre processos e artistas.

No intuito de rever o uso de temáticas nas curadorias, a 33ª edição nasce de um “sistema operacional” alternativo que privilegia o olhar dos artistas sobre seus próprios contextos criativos. Sete artistas de diferentes origens, gerações e práticas artísticas foram convidados por Pérez-Barreiro a conceber, cada um deles, uma exposição coletiva selecionando seus pares. Dessa forma, a Bienal terá sete exposições diferentes, curadas pelos artistas:

Alejandro Cesarco concentra sua pesquisa em artistas que trabalham sobre tradução e imagem; Antonio Ballester Moreno propõe um diálogo de sua obra com referenciais que tratam da história da abstração e a relação com a natureza, a pedagogia e a espiritualidade; Claudia Fontes pretende ativar questões envolvendo relações entre arte e narrativa; Mamma Andersson elabora questões de figuração na tradição da pintura, desde a arte popular à arte contemporânea; Sofia Borges prepara uma pesquisa sobre a tragédia e a forma ambígua; Waltercio Caldas desenvolve uma reflexão histórica sobre a forma e a abstração e Wura-Natasha Ogunji reúne um grupo de artistas que trabalham com proximidade, compartilhando questões sobre a identidade e a diáspora africana.

“Ao se aproximar do pensamento criativo, este modelo dá visibilidade a processos e afinidades, em diálogo com uma longa tradição de curadorias feitas por artistas”, explica Pérez-Barreiro. As sete exposições serão complementadas por individuais selecionadas pela curadoria geral. A lista final de participantes será anunciada no primeiro semestre de 2018.

Afinidades afetivas

A ideia de Afinidades afetivas vem guiar a construção dessa Bienal. A expressão nasce da associação de um romance de Goethe Afinidades eletivas (1809) com o pensamento de Mário Pedrosa em sua tese "Da natureza afetiva da forma na obra de arte" (1949). Protagonista tanto na história de arte quanto na esfera política de seu tempo, Pedrosa foi uma figura ímpar para o pensamento moderno brasileiro e para as primeiras Bienais:

“Resgato de sua atuação o compromisso com a diversidade de linguagens artísticas, a convicção de que a arte é uma expressão da liberdade e da experimentação, a fé nos artistas e o papel social e transformador que a arte pode ter a partir de uma modificação da sensibilidade das pessoas”, explica Pérez-Barreiro.

O título não serve como direcionamento temático para a exposição, mas caracteriza a forma de conceber a mostra. Se no romance de Goethe um casal de personagens recebe convidados que afetam diretamente a sua relação (tal e qual ocorre com elementos químicos), as curadorias da 33ª Bienal explicitam vínculos, afinidades artísticas e culturais e as múltiplas influências que alimentam os artistas envolvidos.

Mediação, arquitetura e projeto editorial

Os conceitos estabelecidos pela curadoria pautam o desenvolvimento dos projetos educativo, arquitetônico e editorial. Para trabalhar em consonância com a equipe da Fundação Bienal foram convidados os colaboradores Alvaro Razuk (arquitetura), Lilian L'Abbate Kelian e Helena Freire Weffort (educativo), Fabiana Werneck (editorial) e Raul Loureiro (identidade visual).

Com o objetivo de acentuar as passagens entre os múltiplos momentos da exposição, o projeto arquitetônico pensado por Razuk cria áreas de respiro distanciando as diferentes exposições coletivas e evitando uma ocupação exaustiva do espaço. Procurando pensar ambientes mais intimistas e/ou de menor escala, a organização espacial sugere um contraponto à incontornável dimensão arquitetônica do prédio.

As práticas de mediação do projeto educativo se dedicarão à economia da atenção, procurando contrabalançar a dispersão causada pelo imenso volume de informação e imagens a que somos submetidos diariamente. Por meio de exercícios que provocam um estranhamento entre o público visitante e a situação expositiva, a abordagem busca enfatizar a qualidade e a potência do olhar atento.

Para o projeto editorial, o catálogo em moldes tradicionais será substituído por um conjunto de livros de artista. Será produzida também uma publicação com o registro da Bienal após sua abertura, que incluirá ensaios fotográficos da exposição e de sua montagem, bem como entrevistas com os artistas participantes. A identidade visual da 33ª Bienal elegeu a tipografia Helvetica, que prioriza a clareza e a neutralidade de significados, endossando o pensamento de uma Bienal não temática, enfatizando o número 33 como elemento gráfico.

A fim de alinhar pensamento e sentimento, criação e reflexão, a 33ª Bienal se desenha como exposição capaz de privilegiar a experiência acima do discurso, a descoberta acima do tema e a pluralidade acima da uniformidade. Ao evidenciar relações de poder e deslocar os lugares de fala e decisão, a 33ª Bienal procura fazer da arte um lugar central de atenção no mundo.

Conheça a equipe curatorial da 33ª edição

30.5.15

Exposición "Fragmentos del Norte", obras de la Pinacoteca de la Universidad Católica del Norte

El miércoles 27 de mayo fue inaugurada Fragmentos del Norte, una selección de piezas de la colección de la Pinacoteca de la Universidad Católica del Norte.

La curatoria fue realizada por el artista Jorge Wittwer Mulet, quien seleccionó obras que luego presenta agrupadas por temas o por sintonias cromáticas. Son 24 piezas, entre las cuales se puede ver, por ejemplo, obras de Nicolás González Paredes, Osvaldo Ventura, Chela Lira, Ronald Clunes, Vergara Grez, Ovidio Guzmán, Pedro Miranda, Juan Salva, Jorge Flores, Patricia Hernández y Jaime Cabrera.

La agrupaciones de obras son un deleite para la comprensión del paisaje y luz del norte de Chile, además que los presentes representan muy bien la poco conocida trayectoróa artística regional.

A continuación una nota de El Mercurio:

Vía El Mercurio de Antofagasta.



Fragmentos del Norte: Colección Pinacoteca UCN

La exposición, que ya fue inaugurada, reúne a importantes artistas que nos muestran su particular mirada del norte de Chile.

Fragmentos del Norte es una muestra que reúne una selección de la Pinacoteca de la Universidad Católica del Norte y que está siendo presentada en la Sala de Arte de Fundación Minera Escondida bajo la curatoría de Balmaceda Arte Joven.

La colección que abarca un periodo comprendido desde 1919 hasta principios de este siglo, incluyendo técnicas como pintura, dibujo y mixtas, contiene 24 obras que muestran la particular mirada de los artistas del norte de nuestro país. En esta exposición destaca la relevancia de mostrar el acervo artístico de la Pinacoteca de la UCN pues a través de la mirada de los artistas podemos viajar en el tiempo y por el territorio regional.

(...)

Balmaceda Arte Joven y Fundación Minera Escondida en alianza con la Universidad Católica del Norte presentan la muestra que estará abierta hasta el 27 de junio, de lunes a viernes, de 10:00 a 13:00 horas y de 16:00 a 19:00 horas, y cada sábado de 11:00 a 14:00 horas en la Sala de Arte de Fundación Minera Escondida, ubicada en Av. O'Higgins 1280.

19.6.14

Plataforma Editable: talleres de formación curatorial

Dispositivo - Plataforma editable - Talleres de formación curatorial from Consejo de la Cultura - Chile on Vimeo.


Vía El Mercurio de Antofagasta.

El proyecto contempla la realización de talleres intensivos en Antofagasta, Santiago e Iquique.

Artistas del ámbito de la visualidad en Antofagasta, son los invitados por el Consejo de la Cultura a participar del proyecto Plataforma Editable, que se desarrollará entre el 20 y el 22 de junio en la ciudad.

La actividad contempla la realización de talleres intensivos sólo en tres regiones del país, siendo Antofagasta, Santiago e Iquique las regiones elegidas. En ellas participará el curador español Lorenzo Sandoval, que posee una destacada trayectoria en la curaduría, el artista local Ignacio Acosta, quien actualmente realiza un doctorado en Londres sobre la visualidad de la industria minera en Chile, el artista Benjamín Ossa y la curadora Soledad García.

Plataforma Editable es posible gracias al apoyo de Balmaceda Arte Joven, el Centro Cultural de España, la galería Gabriela Mistral y el Parque Cultural de Valparaíso.

La programación comienza con actividades gratuitas en Santiago. Mientras que para las que se llevarán a cabo en Antofagasta e Iquique es necesario que los artistas y gestores postulen previamente.

Al respecto, la Directora Regional de Cultura, Carla Redlich, efectuó un llamado a los artistas manifestando que 'es un proyecto que busca cartografiar las posibilidades curatoriales de los artistas visuales de la zona, a través de la obra y reflexión de algunos artistas que nos visitarán, de críticos y curadores que estarán realizando talleres en la región de Antofagasta entre el 20 y 22 de junio. Estos talleres, con previa inscripción se impartirán en Centro de Balmaceda Arte Joven y también va a ver un coloquio que se va a realizar con los mismos artistas en la ciudad de María Elena'.